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O Que Minha Pesquisa Sobre Proveta e a Banda Mantiqueira Me Ensinou Sobre Linguagem Musical

Atualizado: há 4 dias

O que faz a Banda Mantiqueira soar como a Banda Mantiqueira?


Se você ainda não conhece o grupo, vale uma breve apresentação. A Banda Mantiqueira é uma das principais referências brasileiras entre as grandes formações instrumentais centradas nos sopros. Em atividade desde o início da década de 1990, o grupo construiu um dos trabalhos mais reconhecidos e duradouros desse tipo de formação no Brasil. Em 1998, seu primeiro álbum, Aldeia, foi indicado ao Grammy de Melhor Álbum de Latin Jazz.


Montagem da pesquisa de Rafael Piccolotto de Lima com as capas dos álbuns Aldeia, Bixiga e Terra Amantiquira, da Banda Mantiqueira.
Reuni nesta montagem as capas de Aldeia (1996), Bixiga (2000) e Terra Amantiquira (2004), os três primeiros álbuns da Banda Mantiqueira. Esses discos documentam diferentes momentos da trajetória do grupo e incluem parte do repertório estudado durante minha pesquisa.

Parte dessa relevância está na linguagem desenvolvida pelo grupo. Sua música reúne elementos do samba, do choro, do forró, das bandas de música do interior e de outras tradições brasileiras em diálogo com recursos de escrita associados ao universo das big bands. Essas referências aparecem nos arranjos, na formação instrumental e na maneira de tocar desenvolvida pelos músicos.


A Banda Mantiqueira surgiu em São Paulo a partir da reunião de músicos que já compartilhavam experiências e referências, em uma iniciativa liderada por Nailor Azevedo, o Proveta. Essa combinação entre um trabalho coletivo de longa duração, a escrita de Proveta e a experiência dos instrumentistas ajudou a definir a sonoridade da Banda Mantiqueira.


Foi justamente a maneira como essa linguagem ganhava forma nos arranjos interpretados pela Banda Mantiqueira que me levou a escolher o trabalho de Proveta com o grupo como foco da minha pesquisa de iniciação científica. Eu queria compreender como aquela música era construída e qual era o papel da escrita de Proveta na criação daquela sonoridade.


A pesquisa, intitulada A big band brasileira: composições e arranjos de sambas de Nailor Azevedo (Proveta) para Banda Mantiqueira, foi desenvolvida no Instituto de Artes da UNICAMP entre junho de 2010 e maio de 2011. O projeto recebeu apoio da FAPESP, processo 2009/15878-6, e teve orientação do professor doutor Antônio Rafael Carvalho dos Santos.



Para quem quiser conhecer a pesquisa em mais detalhes, disponibilizo abaixo o relatório final que enviei à FAPESP ao término da iniciação científica. O documento reúne as análises desenvolvidas durante o projeto e a entrevista completa que realizei com Nailor Azevedo, o Proveta. O arquivo está disponível em PDF e pode ser visualizado ou baixado diretamente pelo site.



O trabalho se concentrou em três obras compostas e/ou arranjadas por Proveta para a Banda Mantiqueira: Vovô Manuel, composição e arranjo do próprio Proveta; uma suíte sobre O Samba da Minha Terra e Saudade da Bahia, de Dorival Caymmi; e Prêt-à-Porter de Tafetá, de João Bosco e Aldir Blanc. As duas últimas receberam arranjos de Proveta.


Naquele período, eu estudava composição na UNICAMP, participava do Coletivo Orquestral e já desenvolvia meus próprios trabalhos para grandes formações. A Banda Mantiqueira era uma das principais referências daquele universo no Brasil, e parecia natural tentar entender como aquela música era construída.


Rafael Piccolotto de Lima ao centro do palco durante seu recital de formatura em Composição, cercado pelos músicos do Coletivo Orquestral no Auditório do Instituto de Artes da UNICAMP, em 2009.
No meu recital de formatura em Composição, realizado em 2009 no Auditório do Instituto de Artes da UNICAMP, apresentei parte dos trabalhos para grandes formações que começava a desenvolver com os músicos do Coletivo Orquestral.

Para realizar a pesquisa, reconstruí grades a partir das partes individuais utilizadas pelos músicos, comparei esse material com as gravações e entrevistei Proveta sobre os arranjos e a trajetória da banda. O trabalho me ofereceu um caso concreto para observar as relações entre escrita, interpretação, experiência musical e convivência entre os músicos.


Essas relações voltaram a aparecer em outros momentos da minha trajetória: nas reorquestrações que preparei para meu recital de formatura em Música Popular, nos trabalhos que desenvolvi durante os estudos na Universidade de Miami e, mais tarde, na criação da Orquestra Urbana.


Ao revisitar esse percurso, volto a duas perguntas que continuam presentes no meu trabalho: como as escolhas de composição e arranjo ajudam a construir uma linguagem musical e de que maneira essa linguagem ganha forma na interpretação de músicos específicos.


Entre Referências e Uma Linguagem Própria


Olhando para trás, existe uma tentação de reinterpretar aquela pesquisa como parte de uma busca consciente por uma linguagem artística própria.


Mas essa não seria uma descrição precisa. Eu não estava tentando definir conscientemente uma linguagem pessoal. Queria compreender linguagens que admirava, ampliar meus recursos como compositor e entender por que determinados grupos soavam de maneira tão característica.



O que me atraía na Banda Mantiqueira era, antes de tudo, o resultado musical. Eu me encantava com a sonoridade dos arranjos, a maneira de tocar, as gravações e as possibilidades de linguagem que o grupo explorava. Havia também um desejo de participar daquele mundo e de criar uma música que dialogasse com ele, incorporando alguns daqueles elementos à minha própria escrita.


Esse universo musical não era inteiramente distante da minha prática. Eu tocava em uma gafieira, participava de grupos voltados para a música brasileira instrumental e já convivia com repertórios e músicos ligados à essa tradição. De certa maneira, meu fazer musical coexistia com o ambiente no qual a Banda Mantiqueira havia se formado. Ainda assim, eu via no trabalho do grupo uma oportunidade de aprendizado, assimilação e inspiração.


Rafael Piccolotto de Lima com outros dez músicos em uma das primeiras formações da Gafieira Camisa Amarela, em Campinas, por volta de 2006.
Com os músicos da Gafieira Camisa Amarela em uma das primeiras formações do grupo, em Campinas, por volta de 2006. Eu tocava saxofone e escrevia arranjos para a banda, uma das experiências que aproximavam minha prática daquele universo musical do samba e do choro.

A pesquisa nasceu desse lugar. Se eu quisesse escrever música brasileira para grandes formações, precisava compreender melhor as possibilidades daquela linguagem e descobrir como poderia incorporá-las à minha escrita como compositor e arranjador.


A curiosidade era semelhante à que acompanha muitos músicos durante a formação: como essa sonoridade é construída? Que escolhas de escrita musical levaram a esse resultado? O que tornava aquela música tão particular? A Banda Mantiqueira reunia muitas dessas perguntas em um mesmo objeto de estudo.


A Escrita Dentro de Uma Linguagem Musical


A pesquisa se organizava em torno de três perguntas principais: quais procedimentos de composição e arranjo Proveta utilizava na escrita para a Banda Mantiqueira; o que conferia uma identidade própria a essa escrita; e em que medida ela poderia ser considerada original quando comparada ao cenário da música brasileira e à tradição das big bands norte-americanas. Para responder a essas questões, eu precisava observar como os diferentes elementos daquela música se relacionavam e contribuíam para a sonoridade da Banda Mantiqueira.


As partituras eram fundamentais para essa investigação. Minha análise procurava compreender os diferentes elementos envolvidos na construção musical dos arranjos. Observei como Proveta criava e desenvolvia frases e melodias, elaborava contrapontos, orquestrava as linhas entre os instrumentos e os naipes, organizava as aberturas dos acordes, construía a forma dos arranjos e incorporava os solos e a atuação dos improvisadores à sua estrutura, entre outros aspectos.


As técnicas empregadas nesses diferentes níveis da escrita não eram, em si, novas. Elas pertenciam a um repertório técnico já consolidado e utilizado de maneiras distintas por muitos outros compositores e arranjadores.


A singularidade do trabalho aparecia nas nuances e no grau de refinamento com que Proveta escolhia e combinava esses recursos em sua escrita, assim como na maneira como eles ganhavam forma na prática dos músicos da Banda Mantiqueira, em diálogo com as tradições da música instrumental brasileira.


Um dos traços mais evidentes era a atenção dedicada à condução individual de cada linha. Em vez de organizar os naipes principalmente a partir de blocos harmônicos, uma técnica tradicional e muito eficiente na escrita para big band, Proveta frequentemente construía o arranjo pensando no percurso de cada voz. As frases possuíam direção própria, e a textura e a harmonia surgiam da interação entre essas linhas. A condução das vozes funcionava, assim, como um dos princípios organizadores do arranjo.


Essa característica também se relacionava à maneira como ele descreveu seu processo durante a entrevista. Proveta escrevia pensando nos músicos que tocariam os arranjos e na linha que cada um deles receberia.


Essa escrita também estava ligada a uma cultura musical mais ampla. As escolhas presentes nos arranjos carregavam experiências vindas das bandas de música do interior, das bandas de baile, das rodas de choro e de outros espaços nos quais a música brasileira era praticada e transmitida entre os músicos.


Durante nossa entrevista, Proveta falou sobre os questionamentos artísticos que havia compartilhado com outros músicos ao longo de sua trajetória. Quando era mais jovem, como saxofonista, ele também se interessava pela linguagem do jazz e buscava uma sonoridade associada aos músicos norte-americanos que admirava. Com o tempo, começou a questionar qual seria sua contribuição dentro daquele universo.


Rafael Piccolotto de Lima entrevista Nailor Azevedo, o Proveta, em sua casa em São Paulo, com partituras, anotações e um gravador de áudio portátil sobre a mesa entre os dois.
Com Proveta em sua casa, em São Paulo, na entrevista que integrou minha pesquisa de iniciação científica. As partituras e anotações sobre a mesa orientaram parte da nossa conversa.

Em seu relato, a criação da Banda Mantiqueira aparecia como uma resposta a esse processo. O grupo permitia buscar uma linguagem mais ligada à música brasileira, à sua própria história e aos músicos que estavam ao seu redor.


Ao longo da pesquisa, comecei a compreender melhor como essa vivência se manifestava na escrita de Proveta e na maneira de tocar dos músicos da banda. A análise técnica e a experiência musical não eram aspectos separados. A construção melódica, as progressões harmônicas, as linhas de contraponto, a arquitetura formal, a orquestração e a articulação eram os meios pelos quais se manifestava uma maneira de fazer música ligada a uma história cultural, a experiências compartilhadas e às tradições da música instrumental brasileira.


O Que Não Estava Na Partitura


A reconstrução das grades tornou-se uma das etapas centrais da pesquisa. Até então, eu imaginava que trabalharia com partituras completas. Os materiais disponíveis, porém, eram as partes individuais utilizadas pelos músicos. Proveta havia escrito os três arranjos diretamente nessas partes, sem preparar previamente uma grade orquestral como referência. Ao reuni-las novamente em partituras completas e revisar o resultado com ele, pude observar com mais precisão o que estava registrado na escrita e o que dependia do conhecimento compartilhado entre os músicos.


Nem tudo o que fazia a Banda Mantiqueira soar como Banda Mantiqueira estava escrito. A articulação, o fraseado, a forma de acentuar determinadas passagens e a interpretação de determinados ritmos circulavam principalmente através da prática musical. Essas informações eram compartilhadas entre músicos que conheciam aquela linguagem.


Primeira página impressa da grade de Prêt-à-Porter de Tafetá reconstruída por Rafael Piccolotto de Lima, com anotações manuscritas de articulação, ligaduras, acentos e ajustes de orquestração.
Depois de reconstruir digitalmente a grade de Prêt-à-Porter de Tafetá, imprimi e levei para uma sessão de revisão com Proveta. Durante nossa conversa, registramos indicações de articulação, ligaduras, acentos e ajustes de orquestração diretamente sobre a partitura.

Uma Questão Que Amadureceu em Outros Projetos


A pesquisa colocou em evidência a relação entre escrita e performance, uma questão que continuou amadurecendo nos projetos seguintes, à medida que trabalhei com outros músicos, formações e contextos. Passei a observar mais atentamente quanto da identidade de uma obra pode ser definido na partitura e quanto depende das experiências e das escolhas dos músicos que a interpretam.


Essa relação ficou especialmente evidente em 2011, durante meu recital de formatura em Música Popular. Na ocasião, reorquestrei Prêt-à-Porter de Tafetá e a suíte sobre O Samba da Minha Terra e Saudade da Bahia para uma formação jazz sinfônica que reunia a Orquestra Sinfônica da UNICAMP e o Coletivo Orquestral.


Ensaio da Orquestra Sinfônica da UNICAMP e do Coletivo Orquestral para o recital de formatura em Música Popular de Rafael Piccolotto de Lima, em 2011.
Um dos ensaios para meu recital de formatura em Música Popular, com a Orquestra Sinfônica da UNICAMP e o Coletivo Orquestral reunidos no mesmo palco, em 2011.

Meu objetivo era preservar o máximo possível da escrita original. Rapidamente, porém, ficou claro que a mesma música produzia resultados diferentes quando realizada por músicos com formações, hábitos e tradições distintas.


Essas diferenças tinham origens diversas. Algumas vinham da mudança de instrumentação: linhas que funcionavam naturalmente nos instrumentos para os quais haviam sido escritas podiam se tornar mais desafiadoras quando transferidas para outros. Outras estavam ligadas à familiaridade dos intérpretes com aquela linguagem. A maneira de tocar determinadas articulações associadas ao samba, por exemplo, exigia uma vivência que nem todos os músicos haviam desenvolvido da mesma forma. Essa experiência tornou especialmente concretas algumas das observações que já haviam surgido durante a pesquisa.


Escrever Também É Escolher Para Quem Se Escreve


Anos mais tarde, essa questão reapareceu durante meus estudos na Universidade de Miami. Eu cursava Composição de Jazz dentro de um departamento dedicado a essa linguagem e convivia diariamente com músicos que possuíam enorme experiência com o repertório, a articulação, o fraseado e as práticas interpretativas do jazz.


Cheguei a escrever algumas obras ligadas à música brasileira durante aquele período. Ainda assim, percebia que esse tipo de escrita muitas vezes exigia apresentar aos músicos uma linguagem com a qual eles não tinham a mesma vivência acumulada. Não era apenas uma questão de executar corretamente as notas. Certas articulações, acentuações e maneiras de conduzir o ritmo dependiam de uma familiaridade que se desenvolve pela escuta e pela prática ao longo do tempo.


Músicos da Rafael Piccolotto de Lima Jazz Orchestra durante a passagem de som para uma apresentação e gravação no Jazz Forum da Frost School of Music, na Universidade de Miami, em 2014.
Durante a passagem de som da Rafael Piccolotto de Lima Jazz Orchestra, antes de nossa apresentação e gravação no Jazz Forum do Departamento de Jazz da Frost School of Music, na Universidade de Miami, em 2014.

Naquele contexto, fez mais sentido aproveitar a oportunidade para explorar a linguagem que aqueles músicos dominavam. Grande parte da produção que desenvolvi para big band em Miami acabou se aproximando do universo do jazz. Isso não representava um abandono do meu interesse pela música brasileira. Era uma escolha relacionada às pessoas que estavam ao meu redor e às possibilidades musicais daquele ambiente.


Essa é uma consideração que continuo levando para meus projetos. Quando começo uma composição ou um arranjo, penso em quem vai tocar aquela música, nas linguagens que esses músicos dominam e nas características individuais que podem trazer para o trabalho. O mesmo acontece quando crio um projeto e escolho quem convidar. Em alguns casos, a linguagem do projeto orienta a escolha dos músicos. Em outros, são os próprios músicos e suas particularidades que ajudam a definir o caminho musical do projeto.


Rafael Piccolotto de Lima ao lado de Nailor Azevedo, o Proveta, durante a gravação de Samba de Proveta no Estúdio Arsis, em São Paulo, em 2015.
Ao lado de Proveta durante a gravação de Samba de Proveta no Estúdio Arsis, em São Paulo, em 2015. Escrevi a composição como uma homenagem a seu trabalho, e ele participou da faixa como solista convidado.

A Criação de Um Ecossistema


A reflexão sobre a relação entre escrita, músicos e linguagem também esteve presente na criação da Orquestra Urbana. Ao montar o grupo, eu partia tanto da música que desejava criar quanto das pessoas que poderiam explorar e desenvolver aquela linguagem comigo.


Rafael Piccolotto de Lima no centro de uma sala durante o primeiro ensaio da Orquestra Urbana, cercado pelos músicos posicionados próximos às paredes, em São Paulo, em 2014.
Primeiro ensaio da Orquestra Urbana, em São Paulo, em 2014. Reunimos os músicos em uma sala para iniciar o projeto e experimentar pela primeira vez parte do repertório que começaria a definir o trabalho do grupo.

A escolha dos integrantes não consistia apenas em preencher as funções de uma formação instrumental. Eu considerava o domínio que cada músico possuía de determinadas linguagens, suas características interpretativas e sua afinidade com os objetivos musicais do projeto. Também pensava em quais solistas e improvisadores tinham maneiras de tocar que poderiam dialogar com as peças que eu já escrevia e com o repertório que pretendia desenvolver.


Essas escolhas ajudaram a criar não apenas um grupo, mas um ambiente no qual determinadas linguagens poderiam ser praticadas, aprofundadas e desenvolvidas coletivamente. Esse ambiente serviu de base para os concertos e as gravações de álbuns que realizamos ao longo dos anos e também influenciou a própria música que passei a escrever para a Orquestra Urbana.




Da Iniciação Científica ao Doutorado


A análise dos arranjos e a compreensão das ferramentas de escrita utilizadas por Proveta continuam no centro do que aprendi com a iniciação científica. A pesquisa me permitiu examinar de maneira sistemática como escolhas de composição e arranjo se articulam para formar uma maneira coerente de escrever e como essa escrita se relaciona com os músicos e com as tradições interpretativas que lhe dão forma sonora.


Eu já vinha percebendo essa relação nos trabalhos que escrevia e nos grupos dos quais participava, mas ainda de maneira principalmente intuitiva. O estudo da escrita para a Banda Mantiqueira e o contato direto com Proveta, uma das grandes referências da música instrumental brasileira, permitiram aprofundar e organizar essa reflexão.


Questões semelhantes reapareceram anos depois durante meu doutorado, nas entrevistas que realizei com compositores e arranjadores para minha pesquisa sobre estilos híbridos e confluentes. O objeto e o contexto eram diferentes, mas permanecia o interesse por entender como linguagens musicais se encontram, se transformam e adquirem características reconhecíveis no trabalho de determinados artistas e comunidades artísticas.



Ouça a Composição Inspirada por Essa Pesquisa


Alguns anos depois de concluir essa pesquisa, tive a oportunidade de transformar parte dessas reflexões em música.


Samba de Proveta nasceu da admiração pelo trabalho de Nailor Azevedo e das questões sobre linguagem musical que aprofundei durante minha pesquisa sobre os arranjos da Banda Mantiqueira. A composição foi gravada em Pelos Ares, primeiro álbum da Orquestra Urbana, e contou com a participação especial do próprio Proveta como solista convidado.


De certa forma, essa gravação representa um ciclo que se completa: uma pesquisa iniciada na universidade acabou, anos depois, dando origem a uma colaboração artística com um dos músicos que inspiraram aquele estudo desde o início.


Vídeo completo da gravação de Samba de Proveta, composição que escrevi para a Orquestra Urbana, com Nailor Azevedo, o Proveta, como solista convidado do álbum Pelos Ares.

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Sobre o Autor


Rafael Piccolotto de Lima é compositor, arranjador, diretor musical e educador. Além de sua atuação artística, desenvolve atividades de ensino, mentoria e formação de músicos nas áreas de composição, arranjo, criatividade musical e desenvolvimento artístico.




Rafael Piccolotto de Lima - Compositor, arranjador, diretor musical, produtor musical e educador

 
 
 

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