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SOBRE RAFAEL PICCOLOTTO DE LIMA

COMPOSITOR, ARRANJADOR, REGENTE E DIRETOR MUSICAL

Rafael Piccolotto de Lima é compositor, arranjador, regente e diretor musical brasileiro, cujo trabalho coloca a música brasileira em diálogo com o jazz e a escrita orquestral contemporânea. Indicado ao Latin Grammy como compositor, desenvolve obras autorais, arranjos, gravações e projetos artísticos de longa duração com orquestras, orquestras de jazz, artistas e instituições culturais nas Américas e na Europa.

  • Compositor indicado ao Latin Grammy

  • Obras autorais e arranjos para orquestras, orquestras de jazz e grupos de câmara

  • Criador e diretor de projetos como a Orquestra Urbana, o Rafael Piccolotto de Lima Chamber Project e o Forró Sem Palavras

  • Colaborações internacionais com artistas, festivais, universidades e instituições culturais

PROFESSIONAL BIO

BIOGRAFIA PROFISSIONAL

Rafael Piccolotto de Lima é compositor, arranjador, regente e diretor musical brasileiro, cujo trabalho coloca a música brasileira em diálogo com o jazz e a escrita orquestral contemporânea. Indicado ao Latin Grammy como compositor de música de concerto aos 27 anos, construiu uma carreira internacional por meio de obras autorais, arranjos orquestrais, gravações, direção de concertos e projetos artísticos de longa duração desenvolvidos nas Américas e na Europa.

Suas obras, seus arranjos e suas produções envolveram artistas reconhecidos internacionalmente, entre eles Chick Corea, Terence Blanchard, Brad Mehldau, Gregory Porter, Ivan Lins, Romero Lubambo, Hamilton de Holanda, João Bosco, Mônica Salmaso, Liniker, Alceu Valença, Chico César, Vanessa da Mata, Martinho da Vila e Alcione. Sua música também se relaciona com orquestras e instituições como a Brasil Jazz Sinfônica, a Metropole Orkest, a Symphony of the Americas, a Symphonic Jazz Orchestra, a Orquestra Sinfônica Nacional da Costa Rica, a Henry Mancini Institute Orchestra, o BMI Jazz Composers Workshop, o Jazz at Lincoln Center, o Carnegie Hall e o National Sawdust.

Nascido em Campinas, Brasil, Rafael desenvolveu sua linguagem musical por meio do estudo simultâneo da composição erudita, da música popular brasileira, do jazz e da escrita para grandes formações. Na UNICAMP, Universidade Estadual de Campinas, concluiu graduações em composição erudita e música popular, com habilitação em saxofone, enquanto atuava como saxofonista, arranjador, compositor e regente em projetos de música de câmara, música orquestral e música instrumental brasileira. Como bolsista de pesquisa da FAPESP, realizou um estudo abrangente sobre a tradição da big band brasileira, concentrado no trabalho do compositor e arranjador Nailor Azevedo “Proveta” e da Banda Mantiqueira. A pesquisa reuniu catalogação histórica, análise musical e entrevistas, estabelecendo uma base importante para sua atuação contínua com a escrita orquestral brasileira.

Posteriormente, Rafael mudou-se para os Estados Unidos para realizar estudos de pós-graduação na Frost School of Music da University of Miami, onde concluiu o Master of Music em Studio Jazz Writing e o Doctor of Musical Arts em Jazz Composition. Durante os cinco anos em que viveu em Miami, atuou como Composer Fellow e regente assistente no Henry Mancini Institute, com o apoio da ASCAP Foundation Henry Mancini Music Fellowship. Nessa função, trabalhou de perto com artistas, compositores e regentes como Maria Schneider, Vince Mendoza, Terence Blanchard e James Newton Howard em concertos, gravações, workshops, produções orquestrais e iniciativas educacionais.

Um dos principais projetos desse período foi “Spanish Suite”, um arranjo orquestral de grande extensão que reuniu “Spain”, de Chick Corea, e o “Concierto de Aranjuez”, de Joaquín Rodrigo. A obra foi interpretada por Chick Corea, Terence Blanchard, o cantor lírico Eric Owens e a Henry Mancini Institute Orchestra como parte da produção “Jazz and the Philharmonic”, posteriormente lançada por meio de transmissões da PBS, programação televisiva e DVD. Durante a pós-graduação, Rafael também recebeu 13 DownBeat Awards nas áreas de composição, arranjo, regência, engenharia de gravação e produção de estúdio, além de dois ASCAP Foundation Herb Alpert Young Jazz Composer Awards.

Sua tese de doutorado, “Blurred Distinctions; Beyond Third Stream: A Study in Composition of Confluent Hybrid Musical Styles: The Amalgam of Jazz and Classical Concert Music”, examinou o trabalho de Maria Schneider, Vince Mendoza e John Psathas. A pesquisa investigou as relações entre o jazz e a música de concerto, incluindo o uso da improvisação em práticas composicionais híbridas, e tornou-se uma das bases conceituais centrais de seu próprio trabalho orquestral.

Após se mudar para Nova York em 2016, Rafael ingressou no BMI Jazz Composers Workshop, onde desenvolveu novas obras em um dos principais fóruns dedicados à composição contemporânea para orquestra de jazz nos Estados Unidos. Também fundou o Rafael Piccolotto de Lima Chamber Project, apresentando música autoral no Dizzy’s Club at Jazz at Lincoln Center, Rockwood Music Hall e Shapeshifter Lab. Uma residência prolongada no Dizzy’s Club com o violonista brasileiro Romero Lubambo resultou em um álbum ao vivo lançado pela Sunnyside Records, com texto de apresentação de Wynton Marsalis.

Rafael também é fundador e diretor artístico da Orquestra Urbana, criada em São Paulo em 2014 como plataforma para suas composições, seus arranjos e suas colaborações entre músicos de orquestra e de jazz. A orquestra apresentou-se na Sala São Paulo, no SESC São Paulo e em outras instituições culturais brasileiras, reunindo músicos ligados à Banda Mantiqueira, à Brasil Jazz Sinfônica e a importantes orquestras do país.

Seu projeto Forró Sem Palavras explora tradições musicais do Nordeste brasileiro por meio da escrita camerística e orquestral, com a improvisação incorporada à sua linguagem de performance. O projeto foi apresentado no National Sawdust, Toronto Jazz Festival, Montreal Forró Festival, Brooklyn Public Library, Shapeshifter Lab, SESC São Paulo e em outros espaços e festivais das Américas. Também se expandiu para colaborações orquestrais com músicos instrumentais brasileiros como Toninho Ferragutti, Edu Ribeiro e Paulo Braga.

No Brasil, Rafael mantém uma colaboração contínua com a Brasil Jazz Sinfônica, para a qual escreveu dezenas de arranjos e obras orquestrais. Essas produções envolveram artistas como Ivan Lins, João Bosco, Liniker, Vanessa da Mata, Tim Bernardes, Dora Morelenbaum, Mônica Salmaso, Toninho Ferragutti, Alceu Valença, Martinho da Vila, Alcione, Arnaldo Antunes, Chico César, Mariana Aydar, Mestrinho e Céu. Muitos desses concertos foram gravados e transmitidos nacionalmente pela TV Cultura.

Como regente e diretor musical, Rafael dirigiu concertos sinfônicos, produções para orquestras de jazz, projetos de gravação e colaborações dedicadas à música brasileira contemporânea. Sua atuação profissional também abrange produção fonográfica, curadoria artística, pesquisa, educação, mentoria e o desenvolvimento de projetos que conectam artistas, orquestras, universidades e instituições culturais. Após sua indicação ao Latin Grammy, tornou-se membro votante da Academia Latina da Gravação e da Recording Academy, nos Estados Unidos.

COLABORAÇÕES, ORQUESTRAS, INSTITUIÇÕES E LOCAIS SELECIONADOS

Selected Collaborations

ARTISTAS SELECIONADOS

Chick Corea
Terence Blanchard
Brad Mehldau
Gregory Porter
Ivan Lins
Romero Lubambo
Hamilton de Holanda
João Bosco
Mônica Salmaso
Linker
Vanessa da Mata
Alceu Valença

Chico César
Mariana Aydar
Mestrinho
Martinho da Vila
Alcione
Arnaldo Antunes
Zélia Duncan
Céu
Tim Bernardes
Dora Morelenbaum
Toninho Ferragutti
Paula Morelenbaum
Diogo Nogueira
Renato Borghetti

ORQUESTRAS SELECIONADAS, ORQUESTRAS DE JAZZ E BIG BANDS

 

  • Brasil Jazz Sinfônica (São Paulo, Brasil)

  • Orquestra Metropole (Países Baixos)

  • Sinfonia das Américas (Flórida, EUA)

  • Orquestra Sinfônica de Jazz (Los Angeles, EUA)

  • Orquestra Sinfônica Nacional da Costa Rica (Costa Rica)

  • Orquestra do Instituto Henry Mancini (Miami, EUA)

  • Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas (Campinas, Brasil)

  • Orquestra Sinfônica Brasileira - OSB (Rio de Janeiro, Brasil)

  • Orquestra Sinfônica de Guarulhos (Guarulhos, Brasil)

  • Orquestra Sinfônica de Santo André (São Paulo, Brasil)

  • Orquestra Sinfônica da FIU (Miami, EUA)

  • Orquestra de Jazz BMI/NY (Nova York, EUA)

  • Orquestra Urbana (São Paulo, Brasil)

  • Projeto Câmara Rafael Piccolotto de Lima (Nova York, EUA)

  • Orquestra de Jazz Rafael Piccolotto de Lima (Brasil/EUA)

UNIVERSIDADES E INSTITUIÇÕES DE ENSINO SELECIONADAS

 

  • Universidade de Miami - Escola de Música Frost

  • Instituto Henry Mancini

  • UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

 

ORGANIZAÇÕES ARTÍSTICAS, MÍDIAS E INSTITUIÇÕES CULTURAIS SELECIONADAS

 

  • Oficina de Compositores de Jazz da BMI

  • A Academia de Gravação (Prêmios GRAMMY)

  • A Academia Latina da Gravação (Prêmios GRAMMY Latino)

  • Jazz no Lincoln Center

  • SESC São Paulo

  • PBS

  • TV Cultura

 

LOCAIS E ESPAÇOS PARA APRESENTAÇÕES SELECIONADOS

 

  • Carnegie Hall - Weill Recital Hall (Nova Iorque, EUA)

  • Sala São Paulo (São Paulo, Brasil)

  • Dizzy's Club - Jazz no Lincoln Center (Nova Iorque, EUA)

  • Serragem Nacional (Nova Iorque, EUA)

  • Centro DiMenna de Música Clássica (Nova Iorque, EUA)

  • Centro Adrienne Arsht para as Artes Cênicas (Miami, EUA)

  • Centro de Artes Cênicas de Broward (Fort Lauderdale, EUA)

  • Memorial da América Latina (São Paulo, Brasil)

  • Teatro B32 (São Paulo, Brasil)

  • Blue Note São Paulo (São Paulo, Brasil)

  • Rockwood Music Hall (Nova Iorque, EUA)

  • Laboratório Shapeshifter (Nova Iorque, EUA)

  • Biblioteca Pública do Brooklyn (Nova Iorque, EUA)

  • Tivoli Vredenburg (Utrecht, Holanda)

  • Théâtre de Verdure (Montreal, Canadá)

 

FESTIVAIS E SÉRIES SELECIONADOS

 

  • Festival de Jazz de Toronto

  • Instrumental SESC Brasil

  • Festival de Música Contemporânea Brasileira

  • Matinais na Sala São Paulo

  • Festival de Forró de Montreal

 

→ Explore projetos artísticos selecionados

DESENVOLVIMENTO ARTÍSTICO E TRAJETÓRIA PROFISSIONAL

As seções a seguir percorrem o desenvolvimento artístico de Rafael Piccolotto de Lima desde sua formação inicial em Campinas até sua atuação em Miami e Nova York, além de seus projetos contínuos no Brasil e em âmbito internacional. Cada seção aprofunda uma etapa ou área específica de sua trajetória, mostrando como estudos, pesquisas, colaborações e projetos de longa duração contribuíram para o desenvolvimento de sua linguagem musical e de sua prática profissional.

professional trajectory

FORMAÇÃO INICIAL E DESENVOLVIMENTO MUSICAL

Nascido em Campinas, Brasil, Rafael Piccolotto de Lima iniciou seus estudos musicais como trompetista e, antes mesmo de ingressar na universidade, já escrevia arranjos para grupos estudantis e profissionais ligados à UNICAMP. Na Universidade Estadual de Campinas, estudou composição erudita enquanto desenvolvia uma atuação igualmente intensa na música popular brasileira e no jazz. Posteriormente, concluiu uma segunda graduação em música popular, com habilitação em saxofone.

Aos 18 anos, uma das primeiras obras orquestrais de Rafael foi estreada pela Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas com uma big band local, como parte de um concerto jazz sinfônico dedicado à música orquestral brasileira. Com elementos das tradições rítmicas do baião e do maracatu, a composição constituiu uma realização inicial, em grande escala, de seu trabalho contínuo com materiais musicais brasileiros e escrita orquestral. Após o concerto, Rafael foi apresentado ao regente e arranjador Cyro Pereira, um dos criadores da Brasil Jazz Sinfônica, cujo incentivo se tornou uma referência importante em seu desenvolvimento artístico inicial.

Ao longo da graduação, Rafael atuou em projetos de música de câmara, jazz experimental, música instrumental brasileira, escrita sinfônica e trabalhos para formações maiores. Fundou grupos de câmara dedicados a linguagens musicais híbridas, apresentou-se como saxofonista, participou de grupos de jazz orquestral e começou a reger e dirigir seus próprios projetos. Também estudou e trabalhou de perto com o pianista, compositor, arranjador e regente brasileiro Nelson Ayres, atuando como seu assistente em um projeto jazz sinfônico na UNICAMP.

Essa etapa culminou em um concerto de formatura que reuniu a Orquestra Sinfônica da UNICAMP e uma big band em um programa de composições autorais, arranjos e adaptações da música brasileira escritos por Rafael. O concerto constituiu uma realização inicial da abordagem artística que ele continuaria desenvolvendo por meio de projetos orquestrais, orquestras de jazz e colaborações entre músicos provenientes de diferentes tradições de performance.

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PESQUISA E A TRADIÇÃO DA BIG BAND BRASILEIRA

 

Paralelamente ao trabalho como compositor, arranjador, instrumentista e regente na UNICAMP, Rafael desenvolveu uma pesquisa acadêmica dedicada à tradição da big band brasileira. Com o apoio de uma bolsa de pesquisa da FAPESP, realizou um estudo detalhado dos arranjos e das práticas composicionais de Nailor Azevedo “Proveta” e da Banda Mantiqueira, combinando catalogação histórica, análise musical e entrevistas.

A pesquisa proporcionou uma base histórica e analítica para a atuação contínua de Rafael com a escrita orquestral brasileira. Também colocou seu trabalho em desenvolvimento em diálogo direto com uma abordagem propriamente brasileira da composição e do arranjo para big band, área que permaneceria presente em seus projetos posteriores para orquestras de jazz e outras grandes formações.

 

UNIVERSITY OF MIAMI E HENRY MANCINI INSTITUTE

 

Após concluir as graduações em composição erudita e música popular na UNICAMP, Rafael mudou-se para os Estados Unidos para prosseguir seus estudos na Frost School of Music da University of Miami. Na instituição, concluiu o Master of Music em Studio Jazz Writing e o Doctor of Musical Arts em Jazz Composition.

Durante os cinco anos em que viveu em Miami, Rafael atuou como Composer Fellow e regente assistente no Henry Mancini Institute, com o apoio da ASCAP Foundation Henry Mancini Music Fellowship. A posição o inseriu em um ambiente ativo de performance orquestral, gravação e desenvolvimento de novas obras. Trabalhou de perto com artistas, compositores e regentes como Maria Schneider, Vince Mendoza, Terence Blanchard e James Newton Howard, contribuindo para concertos, sessões de gravação, workshops e produções orquestrais de grande escala.

Um dos principais projetos desse período foi “Spanish Suite”, extenso arranjo orquestral de Rafael que combina “Spain”, de Chick Corea, e o “Concierto de Aranjuez”, de Joaquín Rodrigo. Criada para a produção “Jazz and the Philharmonic”, do Henry Mancini Institute, a obra foi interpretada por Chick Corea, Terence Blanchard, o cantor lírico Eric Owens e a Henry Mancini Institute Orchestra. Posteriormente, a produção alcançou um público mais amplo por meio de transmissões da PBS, programação televisiva e lançamento em DVD.

Os anos de pós-graduação também trouxeram reconhecimento significativo para o trabalho de Rafael em composição, arranjo, regência e gravação. Ele recebeu 13 DownBeat Awards em categorias que incluíram escrita para grandes formações, engenharia de gravação e produção de estúdio, além de dois ASCAP Foundation Herb Alpert Young Jazz Composer Awards. Sua participação no Metropole Orkest Arrangers Workshop, realizado nos Países Baixos sob a direção de Vince Mendoza, e sua ligação com a Symphonic Jazz Orchestra, em Los Angeles, ampliaram sua experiência com instituições dedicadas à colaboração entre práticas orquestrais e jazzísticas.

PESQUISA DE DOUTORADO E LINGUAGENS MUSICAIS HÍBRIDAS

 

Como parte de seu Doctor of Musical Arts, Rafael desenvolveu uma pesquisa sobre como compositores que transitam entre o jazz e a música de concerto constroem linguagens musicais que não pertencem exclusivamente a uma única tradição estilística. Sua tese, “Blurred Distinctions; Beyond Third Stream: A Study in Composition of Confluent Hybrid Musical Styles: The Amalgam of Jazz and Classical Concert Music”, concentrou-se no trabalho de Maria Schneider, Vince Mendoza e John Psathas.

Por meio da análise dessas obras, Rafael investigou as relações entre composição, escrita orquestral, confluência estilística e uso da improvisação em estruturas musicais mais amplas. A tese formalizou e aprofundou questões já presentes em seu trabalho anterior, oferecendo uma base conceitual para projetos nos quais a música brasileira, o jazz, a música de câmara e a música de concerto contemporânea coexistem em uma linguagem composicional unificada.

 

→ Explore PESQUISA E DESENVOLVIMENTO ARTÍSTICO

NOVA YORK, BMI E PROJETOS INTERNACIONAIS

 

A atuação de Rafael em Nova York começou durante seu doutorado, quando estreou no Carnegie Hall, no Weill Recital Hall, como parte de um concerto de gala ligado à Embaixada da Bulgária. Em colaboração com o percussionista Svetoslav Stoyanov, apresentou uma composição autoral que colocou temas musicais búlgaros em diálogo com influências brasileiras.

Depois de se mudar para Nova York em 2016, Rafael ingressou no BMI Jazz Composers Workshop, importante fórum dedicado à composição contemporânea para orquestra de jazz. Durante os anos em que participou do programa, desenvolveu novas obras sob a orientação de compositores e regentes como Ted Nash e Alan Ferber, ao mesmo tempo que estreitava sua participação na comunidade nova-iorquina de compositores, arranjadores e músicos de grandes formações.

Rafael também fundou o Rafael Piccolotto de Lima Chamber Project, criando uma formação flexível para música autoral que integra texturas camerísticas, escrita de jazz orquestral e influências da música brasileira, com a improvisação incorporada à performance. O projeto apresentou-se no Dizzy’s Club at Jazz at Lincoln Center, Rockwood Music Hall e Shapeshifter Lab.

Uma residência prolongada no Dizzy’s Club com o violonista brasileiro Romero Lubambo tornou-se uma das principais realizações do projeto. As apresentações resultaram em um álbum ao vivo lançado pela Sunnyside Records, com texto de apresentação de Wynton Marsalis, documentando a linguagem musical do projeto e o trabalho de Rafael no ambiente do jazz e da música contemporânea de Nova York.

ORQUESTRA URBANA E TRABALHO AUTORAL PARA GRANDES FORMAÇÕES

 

Fundada em São Paulo em 2014, a Orquestra Urbana é uma das principais plataformas para as composições, os arranjos e o trabalho de Rafael com grandes formações. Sob sua direção artística, a orquestra desenvolveu um repertório que insere materiais musicais brasileiros na escrita orquestral e jazzística contemporânea, oferecendo um contexto permanente para projetos concebidos especificamente para o grupo.

A Orquestra Urbana reúne músicos ligados a importantes orquestras e grupos de jazz brasileiros, incluindo integrantes da Banda Mantiqueira e da Brasil Jazz Sinfônica. Essa formação permite que Rafael desenvolva obras de maior extensão e colaborações orquestrais com músicos experientes tanto no repertório escrito quanto em práticas de performance que incorporam a improvisação.

A orquestra apresentou-se na Sala São Paulo, no SESC São Paulo e em outras instituições culturais brasileiras. Sua produção fonográfica inclui o álbum “Pelos Ares”, dedicado às composições autorais de Rafael para grandes formações. As gravações de um novo álbum também já foram concluídas, com lançamento previsto.

 

FORRÓ SEM PALAVRAS: TRADIÇÕES BRASILEIRAS NA MÚSICA DE CÂMARA E ORQUESTRAL

 

Concebido por Rafael, o Forró Sem Palavras é um projeto camerístico e orquestral centrado nas tradições musicais do Nordeste brasileiro. O projeto apresenta essas tradições em elaborações autorais escritas, ao mesmo tempo que incorpora a improvisação à performance, permitindo que a música de câmara, as práticas da música instrumental brasileira e a escrita orquestral interajam dentro de uma mesma estrutura musical.

O Forró Sem Palavras foi apresentado no National Sawdust, Brooklyn Public Library, Shapeshifter Lab, El Taller Latinoamericano, Toronto Jazz Festival, Montreal Forró Festival, SESC Campinas e Instrumental SESC Brasil. Essas apresentações levaram o projeto a espaços de música de câmara, festivais de jazz e instituições culturais, alcançando públicos no Brasil, nos Estados Unidos e no Canadá.

O projeto foi desenvolvido em formatos que vão de grupos de câmara a formações sinfônicas completas. Uma de suas realizações orquestrais mais significativas foi um concerto com a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, que levou a linguagem musical do projeto a um contexto sinfônico de grande escala. Suas colaborações orquestrais também envolveram importantes músicos instrumentais brasileiros, entre eles Toninho Ferragutti, Edu Ribeiro e Paulo Braga, preservando a relação do projeto com os ritmos do Nordeste brasileiro e com práticas de performance que incorporam a improvisação.

COLABORAÇÕES SINFÔNICAS BRASILEIRAS

 

A colaboração contínua de Rafael com a Brasil Jazz Sinfônica representa uma das áreas mais extensas de sua atuação orquestral no Brasil. Como compositor e arranjador, escreveu dezenas de arranjos e obras orquestrais autorais para os programas de concerto, gravações, transmissões e colaborações da orquestra com artistas brasileiros.

Essas produções envolveram Ivan Lins, João Bosco, Liniker, Vanessa da Mata, Mônica Salmaso, Tim Bernardes, Dora Morelenbaum, Toninho Ferragutti, Arnaldo Antunes, Alceu Valença, Mariana Aydar, Mestrinho, Chico César, Martinho da Vila, Alcione, Diogo Nogueira, Céu, Paula Morelenbaum, Geraldo Azevedo, Renato Borghetti, Filó Machado, Hamilton de Holanda e outros artistas representativos de diferentes gerações e áreas da música brasileira.

Muitos desses projetos foram gravados e transmitidos nacionalmente pela TV Cultura, ampliando seu alcance para além da sala de concerto. As apresentações aconteceram na Sala São Paulo, no Memorial da América Latina, no Blue Note São Paulo, no Teatro B32 e em outros espaços culturais, documentando a contribuição contínua de Rafael para projetos orquestrais centrados no repertório brasileiro.

Rafael também atuou internacionalmente como regente convidado e compositor com a Symphony of the Americas. Entre essas colaborações esteve “Orchestra Meets Jazz!”, apresentado no Broward Center for the Performing Arts, que incluiu a estreia de sua composição “RAIAR: Lullaby of the Moon”. A obra foi encomendada em celebração à 30ª temporada da orquestra.

→ Explore a PRÁTICA CRIATIVA

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DIREÇÃO MUSICAL, EDUCAÇÃO E PESQUISA ARTÍSTICA

 

Como regente e diretor musical, Rafael desenvolve projetos desde sua concepção artística inicial até a apresentação. Seu trabalho inclui a definição de repertório, a criação de arranjos, a coordenação de artistas convidados e músicos de orquestra e a construção da direção musical de concertos sinfônicos, produções para orquestras de jazz e programas colaborativos centrados na música brasileira contemporânea.

Projetos recentes incluíram concertos com a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas envolvendo artistas como João Bosco e Hamilton de Holanda, além de colaborações orquestrais desenvolvidas no Brasil, nos Estados Unidos e no Canadá. Essas atividades refletem uma prática contínua na qual composição, arranjo, regência e direção musical operam como partes conectadas de um mesmo projeto.

As atividades educacionais e de pesquisa de Rafael surgem diretamente de sua atuação profissional. Ele desenvolve cursos, programas de mentoria, workshops e pesquisas artísticas relacionados à composição, ao arranjo, à música brasileira, ao processo criativo, à colaboração orquestral e à escrita para grandes formações. Seu trabalho de ensino e pesquisa também incorpora a improvisação e uma variedade de práticas musicais criativas dentro dessas áreas mais amplas de atuação.

 

→ Explore as opções selecionadas de DIREÇÃO MUSICAL

MEDIA & PRESS

MÍDIA E IMPRENSA SELECIONADAS

"A cada audição, você ouve algo novo e inspirador. Esta gravação é inovadora, sofisticada e repleta do raro otimismo de dois mestres em pleno vôo."
- Wynton Marsalis, 2021.

"Piccolotto evoca uma cornucópia de texturas sonoras."

- Revista Downbeat, 2022.

"Um verdadeiro líder"

- Revista Metrópole, Brasil, 2019.

"Prodígio de Campinas"

- Revista Absoluta, Brasil, 2016.

“Rafael é conhecido por seu cruzamento de estilos, criando verdadeiros híbridos”

- Notas do programa Carnegie Hall, Nova York, 2014.

 

“Um artista renascentista com um grande futuro”

- Gary Lindsay para Score Magazine, Miami, 2014.

 

“Rafael é considerado uma das revelações da música erudita do país”

- Jornal Correio Popular, Brasil, 2014.

 

“Um talento raro, hábil nas artes da composição e regência”

- Programa Prelúdio, Canal Cultura, Brasil, 2010.

(Competição nacional brasileira para jovens músicos)

NOTÍCIAS EM SITES EXTERNOS

Escola de Música Frost

Globo

Estadão (O Estado de São Paulo)

UNICAMP

Ambientais:

Movimento

 

AWARDS

PRÊMIOS E RECONHECIMENTOS SELECIONADOS

  • Indicação ao Grammy Latino de Melhor Compositor Clássico

  • 13 prêmios DownBeat nas categorias de composição, arranjo, regência e produção musical.

  • Prêmio ASCAP Herb Alpert para Jovens Compositores de Jazz (2x)

  • Finalista do showcase anual do BMI Jazz Composers Workshop

  • Participante do Workshop de Arranjadores da Orquestra Metropole

  • Menção honrosa no Concurso de Comissionamento George Duke

  • Prêmio JEN de Apresentação de Composição Estudantil

  • Bolsa de Pesquisa FAPESP

  • Prêmio Ricardo Rizek de Composição Latino-Americana - Primeiro Lugar

  • Carlos Gomes

  • 2018 - Finalista do Workshop de Compositores de Jazz da BMI NY (Charlie Parker  Jazz  Composição  Prêmio): Raiar.

  • 2017 - Finalista do Workshop de Compositores de Jazz da BMI NY (Charlie Parker  Jazz  Composição  Prêmio):  Espaço negativo.

  • 2017 - Seleção do simpósio da ISJAC (Sociedade Internacional de Arranjadores e Compositores de Jazz):  Espaço negativo.

  • 2017 - Prêmio aluno de graduação da revista Downbeat: Melhor Engenheiro de Gravação em Estúdio.

  • 2017 - Prêmio aluno de graduação da revista Downbeat: Melhor arranjo:  Jumble.

  • 2016 - Medalha Carlos Gomes.

  • 2016 - Prêmio estudante graduado da revista Downbeat: “excelente arranjo de orquestra de estúdio” (Spanish Suite, com Chick Corea e Terence Blanchard)

  • 2016 - Prêmio para estudante de graduação da revista Downbeat: “conjunto latino excepcional”:  Conjunto Grande Rafael Piccolotto de Lima

  • 2016 - George Duke Commissioning Competition (Symphonic Jazz Orchestra): Segundo lugar (Trickster)

  • 2015 - Concurso ASMAC Pete Rugolo BIG BAND de Organização e Composição: Prêmio Honorário (Abertura SubUrbana)

  • 2015 - Prêmio aluno de graduação da revista Downbeat: “melhor composição em small ensemble” (Especiarías Búlgaras)

  • 2015 - Prêmio estudante graduado da revista Downbeat: “excelente conjunto latino” (como maestro da Orquestra Frost Salsa)

  • 2015 - Prêmio estudante graduado da revista Downbeat: “excelente engenheiro de gravação de estúdio”

  • 2015 - Prêmio estudante graduado da revista Downbeat: “excelente engenheiro de gravação ao vivo”

  • 2015 - Prêmio ASCAP Herb Alpert Young Jazz Composer, (Balance Shift)

  • 2014 - Prêmio ASCAP Herb Alpert Young Jazz Composer, (Fábulas de Mingus)

  • 2014 - Vencedora do prêmio JEN Student Composition Showcase, (Quebra-cabeças)

  • 2014 - Prêmio para estudante de graduação da revista Downbeat: “excelente composição de grande conjunto” (Brookmeyer Motives)

  • 2014 - Prêmio estudante graduado da revista Downbeat: “melhor engenheiro de gravação de estúdio”

  • 2014 - Prêmio da Imprensa Brasileira (Bossa Nova Sinfônico)

  • 2013 - indicação ao Latin GRAMMY como “melhor compositor clássico” (Abertura Jobiniana)

  • 2013 - Concurso Nacional de Arranjadores ARS Brasilis (Brasil) em homenagem a Milton Nascimento: 3º lugar

  • 2013 - Prêmio aluno de graduação da revista Downbeat: “melhor conjunto latino” (como maestro do Frost Recording Ensemble)

  • 2013 - Prêmio aluno de graduação da revista Downbeat: “melhor ensemble clássico” (como maestro do Henry Mancini Institute Chamber Ensemble)

  • 2012 - Prêmio aluno de graduação da revista Downbeat: “excelente composição em pequenos conjuntos” (Transfigurações Brasileiras)

  • 2011 - Um dos 30 músicos brasileiros selecionou artistas para participar do programa nacional RUMOS, patrocinado pelo Banco ITAU

  • 2010 - Um dos cinco regentes selecionados para participar do  Prelúdio  concurso (concurso de música erudita para jovens músicos realizado pela TV Cultura do Brasil)

  • 2009 - 1º Lugar no II Prêmio Latino-Americano de Composição Ricardo Rizek para jovens compositores (Pelos Ares)

  • 2008 - Vencedor com o Quarteto Rafael de Lima de FURNAS: Prêmio GERAÇÃO MUSICAL III no Estado de São Paulo - categoria: Música Instrumental

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