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Suíte ao Morro: samba e choro para big band, entre o baile e a sala de concerto

10 de out.
11 min de leitura

Atualizado: 11 de out.

Um arranjo de Rafael Piccolotto de Lima para a Orquestra Urbana reúne temas de Garoto, Tom Jobim e Vinicius de Moraes e explora a linguagem da música brasileira para big band.



Rafael Piccolotto de Lima rege ao centro da sala, com sopros, guitarra e piano distribuídos em semicírculo.
Sessão de gravação de Suíte ao Morro no Espaço Cachuera, em São Paulo, em junho de 2024.

Uma roda de choro, um salão de gafieira, uma escola de samba, um clube de jazz, uma sala de concerto. O que acontece quando uma mesma música nos faz imaginar todos esses lugares?


Essa é uma das possibilidades que me interessam em Suíte ao Morro, um arranjo baseado em dois temas: Lamentos do Morro, de Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto, e O Morro Não Tem Vez, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. A escolha de reuni-los começou com uma afinidade musical e com a referência que compartilham nos títulos. O morro aparece como um ponto de encontro entre essas obras e como uma homenagem a um universo fundamental para a cultura brasileira.


Rafael Piccolotto de Lima rege com fones de ouvido e lápis na mão, olhando para a partitura.
Regendo Suíte ao Morro durante a gravação.

Vista de cima dos músicos em semicírculo, com quatro trombones à esquerda, quatro trompetes ao fundo e cinco saxofones e madeiras à direita.
Os naipes de sopros durante a sessão de gravação.

Ao longo da peça, essa ligação se desdobra em diferentes ambientes. Há momentos em que a leveza dos instrumentos poderia nos levar a uma roda de choro ou à música de um bar. Em outros, os sopros sugerem uma gafieira, a percussão lembra uma escola de samba, e a improvisação abre espaço para sonoridades de um clube de jazz. Tudo isso também pode ocupar uma sala de concerto.


Essa circulação entre espaços está no centro do meu interesse como compositor e arranjador: as relações entre o erudito e o popular, entre a música que convida à dança e a música que se desenvolve através da escuta. As matrizes populares brasileiras oferecem possibilidades de construção musical que atravessam esses contextos, levando consigo maneiras de frasear, de organizar o ritmo e de fazer os instrumentos conversarem.


Esse interesse orienta meu trabalho como compositor e arranjador, explorando as linguagens da música instrumental brasileira em grandes formações, especialmente big bands e orquestras de jazz. Suíte ao Morro é uma expressão desse percurso: uma maneira de explorar o samba e o choro através da escrita orquestral, da improvisação e da identidade dos músicos.


Escrevi a primeira versão de Suíte ao Morro em 2005, durante minha graduação na Unicamp, quando estudava de maneira relativamente autônoma a escrita para big band. O arranjo já esboçava um interesse pela linguagem brasileira dessas formações que se aprofundaria nas experiências seguintes. Depois de diferentes versões e revisões, a peça foi gravada em 2024 e será lançada nos próximos meses como o primeiro single da Orquestra Urbana.


Detalhe da grade orquestral de Suíte ao Morro, com uma anotação a lápis em um trecho de solo.
Anotações de trabalho na grade de Suíte ao Morro.

Do violão à orquestra: dois temas que encontram caminhos em comum


Em Lamentos do Morro, o ponto de partida é uma música fortemente associada ao violão. Garoto reúne em sua escrita referências do samba e do choro, com uma riqueza de vozes, ritmos e harmonias que oferece muitas possibilidades para o arranjo.


Levar essa música para uma big band coloca uma questão interessante: como repensar, para um conjunto de sopros e seção rítmica, uma peça tão ligada à escrita do violão? No arranjo, desenvolvi novas linhas complementares, contracantos e relações entre os instrumentos, além de reelaborar o material original. A mudança de formação abriu espaço para uma construção musical própria, em diálogo com a composição de Garoto.


Ao escrever choro para orquestra, essas decisões envolvem também o movimento e a articulação das frases. A partitura precisa criar condições para que os músicos construam juntos a fluência que encontramos nas formações menores.


Vista lateral dos músicos do naipe de trompetes da Orquestra Urbana durante a sessão em estúdio.
Naipe de trompetes durante a gravação.

Na minha escuta, algumas escolhas harmônicas de Garoto também sugerem aproximações com sonoridades que depois ganhariam destaque na bossa nova. O choro já possui uma tradição harmônica rica, e me interessa particularmente a maneira como ele trabalha a condução das vozes e as cores dos acordes. Essa afinidade ajuda a construir uma ponte para O Morro Não Tem Vez, de dois dos principais nomes da bossa nova.


Reunir esses temas abriu espaço para criar transições, desenvolver ideias e acrescentar novas seções. A peça se constrói no caminho entre eles, nas possibilidades que surgem quando suas referências passam a conviver.


Uma viagem por sonoridades brasileiras


A suíte começa com uma reelaboração de Lamentos do Morro para big band, com flauta, clarinete e metais com surdina, além da seção rítmica. Novas linhas complementares e diálogos entre os instrumentos ampliam o material original, em uma sonoridade mais leve que preserva a proximidade com o ambiente do samba-choro.


Aos poucos, esse cenário se transforma. A música ganha corpo, os contrastes aumentam e outras referências rítmicas entram em cena. Em algumas seções, elementos em 6/8 dialogam com o pulso binário, evocando, para mim, o universo dos afro-sambas de Baden Powell e Vinicius de Moraes.


Os solos também participam dessas mudanças. Intervenções da bateria ajudam a preparar a passagem de Lamentos do Morro para O Morro Não Tem Vez. Mais adiante, o saxofone barítono aparece em uma seção de atmosfera mais livre e contemporânea, acrescentada em uma das revisões recentes. Essa passagem conduz a um solo de saxofone alto, em um ambiente próximo do samba-jazz.


Samuel Pompeo toca saxofone barítono, visto de lado, com o guitarrista ao fundo.
Samuel Pompeo durante a gravação do solo de saxofone barítono.

Vista lateral de Cassio Ferreira tocando saxofone alto durante a gravação de seu solo.
Cassio Ferreira durante a gravação do solo de saxofone alto.

O último solo começa em uma textura ainda mais aberta e desconstruída. Aos poucos, o conjunto se reorganiza e constrói um samba cada vez mais intenso. Frases rápidas, articulações dos sopros e a energia dos músicos impulsionam a música rumo ao final.


Felipe Aires toca trompete durante a gravação de seu solo em Suíte ao Morro.
Felipe Aires durante a gravação do solo de trompete.

Na gravação, sobrepusemos instrumentos de percussão para ampliar essa sensação, quase como uma pequena escola de samba dentro da orquestra. Depois da leveza da abertura e das passagens mais livres, a peça chega a um momento de grande força coletiva.


Rodrigo Marinonio, conhecido como Banha, toca bateria durante a sessão de gravação.
Rodrigo Marinonio (Banha) durante a gravação da bateria.

Nathalie Magalhães toca pandeiro durante a gravação das percussões adicionais no auditório da EMESP.
Nathalie Magalhães gravando pandeiro na EMESP, em 14 de setembro de 2026.

Vinícius Barros grava efeitos de percussão com sementes em seu estúdio pessoal, com diversos instrumentos ao fundo.
Vinícius Barros gravando percussão em seu estúdio pessoal, em 15 de setembro de 2026.

O que faz uma big band soar brasileira?


Essa pergunta acompanhava meus estudos quando escrevi a primeira versão do arranjo. Uma formação de sopros e seção rítmica oferece muitas possibilidades, mas a identidade da música depende também de como se escreve e de como se toca: o fraseado, as articulações, a relação com a percussão e o espaço para a improvisação.


Fábio Leandro ao piano durante a sessão de gravação de Suíte ao Morro.
Fábio Leandro durante a gravação do piano.

Vista lateral do naipe de saxofones e madeiras da Orquestra Urbana, com Josué dos Santos em foco.
Naipe de saxofones, com Josué dos Santos em foco.

Felipe Brisola grava sua parte de baixo em uma sala separada dos demais músicos.
Felipe Brisola durante a gravação do baixo.

O samba e o choro têm uma longa relação com a escrita para conjuntos instrumentais de diferentes tamanhos. Parte dessa história passa pelo trabalho de Pixinguinha como arranjador, em grupos como os Diabos do Céu e nos arranjos para o programa radiofônico O Pessoal da Velha Guarda. Passa também pelos regionais de Benedito Lacerda e de Canhoto, formações menores que ajudaram a consolidar maneiras de acompanhar e interpretar esse repertório.


Nas orquestras do rádio, essas linguagens encontraram outras possibilidades de instrumentação. Na Rádio Nacional, a Orquestra Brasileira de Radamés Gnattali reuniu cordas, madeiras, metais e saxofones com violões, cavaquinho e percussão brasileira. O próprio Garoto participou dessa base instrumental, criando uma ligação especialmente próxima com o universo de Lamentos do Morro.


As orquestras de baile como a Orquestra Tabajara, associada a Severino Araújo, também levaram sambas e choros para formações orquestrais com presença marcante dos sopros. No ambiente das gafieiras, o trabalho do Maestro Cipó e de Paulo Moura oferece outras referências para o encontro entre samba, improvisação e música de dança.


Essa história reúne formações e propostas distintas, que ajudam a compreender a riqueza dos caminhos da música brasileira entre a roda de choro, o rádio, o salão de baile e o palco. É nesse universo que situo meu interesse pela escrita de samba e choro para big band e pelas possibilidades de diálogo entre essas práticas.


Rafael Piccolotto de Lima toca saxofone com a Gafieira Camisa Amarela no Almanaque, em Campinas, com sopros, percussão, bateria, baixo, guitarra, piano e voz.
Tocando saxofone com a Gafieira Camisa Amarela no Almanaque, em Barão Geraldo, Campinas. A experiência com o grupo fez parte da minha formação como instrumentista e arranjador, aproximando a escrita para sopros da prática do samba, do choro e da música de baile.

Durante minha graduação na Unicamp, vivi parte desse universo tocando e escrevendo para a Gafieira Camisa Amarela. A experiência de tocar música ligada à dança me aproximou de questões que também aparecem na partitura: como os instrumentos sustentam o movimento, como uma frase se encaixa na levada e como o conjunto pode construir intensidade.


Integrantes da formação original da Gafieira Camisa Amarela posam em um bar de Barão Geraldo com decoração temática ligada ao samba.
A formação original da Gafieira Camisa Amarela em uma sessão de fotos descontraída em Barão Geraldo, Campinas, por volta de 2006 ou 2007.

Nos anos seguintes à primeira versão do arranjo, a experiência com a Gafieira Camisa Amarela e a continuidade dos estudos de escrita para big band aprofundaram esse interesse. Entre 2010 e 2011, desenvolvi minha iniciação científica sobre composições e arranjos de Nailor Azevedo, o Proveta, para a Banda Mantiqueira.


Rafael Piccolotto de Lima e Nailor Azevedo, o Proveta, conversam na casa do músico durante uma entrevista sobre sua escrita para a Banda Mantiqueira.
Conversando com Nailor Azevedo, o Proveta, em sua casa, durante a entrevista para minha iniciação científica na Unicamp sobre suas composições e arranjos para a Banda Mantiqueira.

A Mantiqueira me fascinava pela maneira como articulava os naipes e a improvisação dentro de uma linguagem profundamente ligada à música brasileira. Ao analisar a escrita de Proveta, procurava compreender como essas relações eram construídas e como contribuíam para a identidade do grupo.


Rafael Piccolotto de Lima ao lado de Nailor Azevedo, o Proveta, em estúdio durante a gravação de Samba de Proveta para o primeiro álbum da Orquestra Urbana.
Ao lado de Proveta no estúdio durante a gravação de Samba de Proveta para Pelos Ares, o primeiro álbum da Orquestra Urbana. Um encontro entre uma das principais referências da minha formação e o trabalho que eu começava a desenvolver com a orquestra.

Suíte ao Morro foi um dos primeiros arranjos em que comecei a explorar essa linguagem, ainda em 2005, antes da iniciação científica e da consolidação do meu trabalho com a Gafieira Camisa Amarela. Sua versão inicial tinha uma formação reduzida, semelhante à da Mantiqueira, cuja música já era uma referência para mim. Nas revisões posteriores, pude retomar essas primeiras experiências com os recursos e conhecimentos que fui adquirindo.


Esse interesse pela escrita de músicas de origem popular, ligadas à dança, para grandes grupos instrumentais se aprofundou na prática com a gafieira e na pesquisa sobre a Mantiqueira. Continua presente em projetos como o Forró Sem Palavras, em que exploro outras matrizes brasileiras através da música de câmara, da improvisação e da escrita orquestral.


Um arranjo que cresceu comigo


Entre a primeira versão, escrita em 2005, e a versão final gravada em 2024, Suíte ao Morro passou por diferentes etapas. Em 2014, ampliei a instrumentação para a Orquestra Urbana, que apresentou a peça em um de seus primeiros concertos.


Orquestra Urbana no palco da Concha Acústica do Taquaral, em Campinas, durante seu concerto de estreia no projeto Grandes Bandas Grandes, em 2014.
Concerto de estreia da Orquestra Urbana na Concha Acústica do Taquaral, em Campinas, em 2014, dentro do projeto Grandes Bandas Grandes. Foi nessa apresentação que estreamos a versão de Suíte ao Morro ampliada para a formação da orquestra.

Orquestra Urbana durante apresentação no palco da Central das Artes, em São Paulo.
Apresentação da Orquestra Urbana na Central das Artes, em São Paulo, durante os primeiros anos do grupo. O espaço também recebeu a programação do Movimento Elefantes, coletivo que reuniu big bands e conjuntos de sopros da cena instrumental paulista.

Para a versão final, gravada em 2024, voltei à partitura, revisei passagens e acrescentei novas seções e transições. Foi uma oportunidade de revisitar escolhas feitas no início da minha trajetória e de desenvolver possibilidades que passaram a me interessar depois.


A Orquestra Urbana lançou um álbum completo em 2016, mas este será nosso primeiro lançamento como single. Para mim, é especialmente significativo abrir esse caminho com uma música que guarda tantas relações com minha formação.


Escrevi a primeira versão desse arranjo aos 19 anos. Já havia composto Inconsciente, minha estreia no universo do jazz sinfônico, para uma formação que reunia big band e orquestra, e escrito para grupos de metais. Suíte ao Morro, porém, é o arranjo mais antigo de que me lembro concebido especificamente para big band, explorando essa linguagem brasileira.


Hoje, aos 40, minhas escolhas estéticas e minha maneira de desenvolver a forma e construir arcos musicais passaram por muitas transformações. Ao revisitar a peça, reconheço uma escrita que preserva os interesses e as descobertas daquele momento, mesmo depois das revisões que deram origem à versão gravada.


Sinto orgulho de poder registrar esse trabalho do início da minha trajetória como arranjador com músicos que admiro tanto e que têm uma presença importante no jazz e na música instrumental brasileira de São Paulo. Ouvir aquelas ideias ganharem forma através de suas interpretações também me permite reencontrar o entusiasmo com que comecei a explorar esse universo.


Tenho muito carinho por essa peça, pelo que ela representa na minha trajetória e pela tradição musical com a qual dialoga. Seu lançamento compartilha um retrato daquele início: uma das minhas primeiras experiências de escrita dentro da linguagem brasileira da big band, que continua presente no meu trabalho, hoje em diálogo com outras influências e possibilidades musicais.


Partitura completa de Suíte ao Morro sobre uma mesa, vista em ângulo oblíquo, com iluminação amarelada de um lado e fria do outro.
A grade orquestral de Suíte ao Morro.

Ao morro


O título também é uma dedicatória. A reunião dessas músicas homenageia comunidades que criam, preservam e transformam práticas culturais fundamentais para a música brasileira.


A força dessa produção convive com desigualdades e condições de vida muitas vezes difíceis. São as pessoas, suas relações e suas práticas que fazem essa cultura existir e circular. Em O Morro Não Tem Vez, a questão do espaço e do reconhecimento dado a essas vozes aparece também na letra, que permanece como referência mesmo nesta versão instrumental.


Ao passar do violão aos sopros, do ambiente do choro à intensidade do samba, essas músicas encontram novas maneiras de soar. E levam para o palco e para a sala de concerto algo que continua ligado à roda, à festa e ao baile.



Ficha técnica e créditos de Suíte ao Morro


Rafael Piccolotto de Lima e Orquestra Urbana


Vista de cima dos músicos da Orquestra Urbana reunidos para uma fotografia na sala de ensaio do Espaço Cachuera.
Músicos da Orquestra Urbana após o ensaio no Espaço Cachuera, uma semana antes da gravação.

Temas utilizados

Lamentos do Morro - Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto

O Morro Não Tem Vez - Tom Jobim e Vinicius de Moraes


Arranjo e direção musical

Rafael Piccolotto de Lima


Músicos


Saxofones, flautas e clarinetes


  • Josué dos Santos - saxofone alto 1 e flauta

  • Cassio Ferreira - saxofone alto 2 e flauta; solo de saxofone alto

  • Cesar Roversi - saxofone tenor 1 e clarinete

  • Marlon Cordeiro - saxofone tenor 2 e clarinete

  • Samuel Pompeo - saxofone barítono e clarone; solo de saxofone barítono


Trompetes


  • Junior Galante - primeiro trompete (lead)

  • Otavio Nestares - trompete

  • Sidmar Vieira - trompete

  • Felipe Aires - trompete; solo de trompete


Trombones


  • Paulo Malheiros - primeiro trombone (lead)

  • Fabio Oliva - trombone

  • Jorginho Neto - trombone

  • Jaziel Gomes - trombone


Seção rítmica


  • Fábio Leandro - piano

  • Daniel Barden - guitarra

  • Felipe Brisola - baixo

  • Rodrigo Marinonio (Banha) - bateria


Percussão adicional, gravada em sobreposição


  • Nathalie Magalhães

  • Vinícius Barros


Gravação e produção


Gravação principal

Espaço Cachuera, São Paulo, em 18 de junho de 2024.


Gravação das percussões adicionais


  • Nathalie Magalhães: auditório da EMESP Tom Jobim - Escola de Música do Estado de São Paulo, em 14 de setembro de 2026.

  • Vinícius Barros: estúdio pessoal do percussionista, em São Paulo, em 15 de setembro de 2026.


Engenheiro de áudio responsável pela gravação das percussões adicionais: Rafael Piccolotto de Lima

Filmagem da sessão principal: Jonathas Tanaami (Jhony)

Produção, edição e mixagem: Rafael Piccolotto de Lima


Rafael Piccolotto de Lima acompanha a partitura com um lápis na mão enquanto dirige os músicos durante a gravação.
Durante a direção musical da sessão de gravação.


Partituras de música brasileira para big bands e orquestras de jazz


Se você toca, dirige ou ensina em uma big band ou orquestra de jazz e tem interesse em explorar a linguagem da música brasileira com seu grupo, disponibilizo partituras em PDF das minhas composições e arranjos para compra e licenciamento online para performance.


Close de vários compassos da partitura de Suíte ao Morro, arranjo de Rafael Piccolotto de Lima para big band.
Trecho da partitura de Suíte ao Morro.

Meu trabalho inclui repertório que explora o samba, o choro e outras matrizes brasileiras em grandes formações instrumentais. As partituras permitem levar essas ideias para o ensaio, estudar a escrita dos naipes e desenvolver a interpretação com os músicos da sua própria banda.


Para conhecer os arranjos disponíveis e encontrar repertório para o seu grupo, consulte meu catálogo de partituras.



Continue explorando


Uma reflexão sobre a presença das linguagens brasileiras na composição orquestral e sobre os encontros entre música popular, jazz e música de concerto.


Um estudo de caso sobre composição autoral, arranjo e música instrumental brasileira para uma grande formação.


Como o estudo da escrita de Proveta aprofundou minha compreensão das relações entre arranjo, interpretação e identidade musical.


Conheça as possibilidades da formação e as decisões de estrutura, harmonia, contraponto e instrumentação envolvidas na criação de um arranjo.



Sobre o Autor


Rafael Piccolotto de Lima é compositor, arranjador, diretor musical e educador. Além de sua atuação artística, desenvolve atividades de ensino, mentoria e formação de músicos nas áreas de composição, arranjo, criatividade musical e desenvolvimento artístico.




Rafael Piccolotto de Lima - Compositor, arranjador, diretor musical, produtor musical e educador

 
 
 

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