A BMI Jazz Composers Workshop e os Desafios de Desenvolver Música Autoral para Big Band
- Rafael Piccolotto de Lima

- Jun 6
- 14 min read
Updated: 6 days ago
Entre a ideia de uma obra para big band e o momento em que ela ganha vida por meio dos músicos, há um percurso que vai muito além daquilo que aparece na partitura. Na minha trajetória, assim como na de muitos outros compositores da minha geração, programas como a BMI Jazz Composers Workshop tiveram um papel importante nesse caminho. Neste artigo, essa experiência funciona como fio condutor de uma reflexão mais ampla sobre o trabalho com grandes formações instrumentais, o ambiente universitário e a atuação profissional como compositor e bandleader entre Nova York e São Paulo.
Compor para uma grande formação instrumental envolve um trabalho de escrita que nasce da própria escala. Dependendo de sua extensão, a criação de uma obra pode envolver dezenas ou centenas de páginas de partituras, incluindo a grade e as partes individuais dos músicos. Esse trabalho exige conhecer os recursos e limites de cada instrumento, compreender como a formação funciona internamente e escrever de maneira coerente com as práticas de articulação, dinâmica e interpretação compartilhadas pelos músicos daquela tradição. Essa complexidade está presente em diferentes projetos, de orquestras de câmara e orquestras sinfônicas a big bands e outras formações numerosas.
Dentro desse universo, a big band possui uma arquitetura e uma tradição próprias. Os naipes de saxofones, trompetes e trombones precisam funcionar internamente e, ao mesmo tempo, relacionar-se com a seção rítmica e com a sonoridade da orquestra como um todo. Na linguagem do jazz, o material escrito também convive frequentemente com a improvisação e com a individualidade dos músicos. Dominar essas questões técnicas já representa um trabalho complexo. Ainda assim, talvez o maior desafio esteja na própria criação: construir uma visão artística, tomar decisões estéticas e composicionais que a expressem e encontrar uma maneira individual de se relacionar com essa tradição.

Mesmo depois de todo o trabalho necessário para criar uma obra, ainda existe outro desafio igualmente grande. Para a maioria dos compositores, conseguir que uma peça seja ensaiada e apresentada por uma formação completa já representa um obstáculo significativo. Quando isso acontece, a obra estreia, o concerto termina e as condições que possibilitaram aquela apresentação muitas vezes se desfazem. Compositores que já possuem um fluxo contínuo de encomendas e produções podem seguir para o próximo trabalho. Para muitos outros, porém, não existe necessariamente outro projeto à espera: é preciso recomeçar o esforço para encontrar uma nova oportunidade de escrever, ensaiar e apresentar sua música.
Tão raro quanto encontrar uma nova oportunidade é preservar as condições necessárias para voltar à mesma obra e mantê-la viva. Ouvi-la novamente, revisá-la ao longo do tempo e acompanhar seu amadurecimento junto aos músicos exige ambientes capazes de dar continuidade ao processo depois da primeira apresentação. Estruturas desse tipo são exceções, a menos que o próprio compositor lidere uma big band ou outro grupo capaz de apresentar regularmente seu repertório.
Descobri a BMI Jazz Composers Workshop no final da minha graduação na Unicamp, por volta de 2009 ou 2010, quando comecei a pesquisar possibilidades de pós-graduação nos Estados Unidos. Naquele momento, eu ainda não procurava conscientemente um laboratório onde pudesse revisar obras ou acompanhar seu amadurecimento ao longo do tempo.
Meu desejo era mais amplo: queria me aproximar do universo da composição para big band nos Estados Unidos, conviver com artistas que atuavam em alto nível e participar de ambientes onde aquela música era criada e apresentada. Quando conheci a proposta da BMI, fiquei entusiasmado com a possibilidade de fazer parte daquele espaço. Mesmo antes de compreender todas as implicações das leituras e discussões continuadas, percebi que se tratava de uma oportunidade rara.
Anos depois, a BMI acabaria se tornando uma das minhas principais portas de entrada para a comunidade de compositores, arranjadores e líderes de big band que mantêm viva a tradição das grandes formações autorais em Nova York.
O Desenvolvimento da Minha Escrita para Big Band na University of Miami
Antes de participar da BMI Jazz Composers Workshop, vivi uma experiência que transformaria minha relação com a escrita para big band durante os anos na Frost School of Music da University of Miami.
Sob a liderança do compositor, arranjador e educador Gary Lindsay, a universidade cultivava uma cultura extremamente favorável à criação de novas obras. Os alunos participavam ativamente da vida musical do departamento, escrevendo para as big bands da instituição e acompanhando de perto todo o percurso das composições, dos primeiros ensaios às sessões de gravação.

Foi nesse ambiente que aconteceu grande parte do meu desenvolvimento como compositor para big band. Entre 2011 e 2016, pude ouvir minhas próprias obras com frequência e acompanhar as mudanças que surgiam a partir dos ensaios e das gravações. Na minha prática, criação, escuta e revisão tornaram-se partes cada vez mais próximas de um mesmo processo.
Durante esse período, criei uma big band formada por alunos do departamento. O grupo apresentou repertório autoral durante um dos Jazz Forums da universidade, e a apresentação foi registrada em vídeo. Se tiver curiosidade em conhecer esse projeto, o vídeo abaixo registra parte daquele trabalho.
Foi nesse ambiente que comecei a incorporar ao meu processo de composição a experiência de ouvir a obra tocada por uma big band. Um ensaio ou uma apresentação não representava necessariamente o encerramento do trabalho: aquilo que eu ouvia podia me levar de volta à partitura e motivar novas revisões.
Essa experiência também me fez refletir sobre o lugar que a revisão ocupa no processo de diferentes compositores. Em conversas relacionadas às minhas pesquisas de mestrado e doutorado, Maria Schneider e Vince Mendoza me descreveram abordagens bastante distintas.
Maria contou que costumava escrever uma obra, levá-la para sua orquestra e continuar avaliando o material durante ensaios e apresentações. Esse processo podia envolver experimentações, revisões e novas performances antes da gravação de um álbum. Mesmo para uma compositora extremamente experiente, o contato com a orquestra permanecia como parte orgânica do amadurecimento de cada peça.
Vince descreveu outro caminho. Em sua prática, grande parte da revisão acontecia antes do primeiro ensaio. Depois que uma obra havia sido ensaiada e apresentada, ele tendia a considerá-la concluída e preferia direcionar sua energia para a próxima composição.
Essas perspectivas mostram que uma apresentação pode ocupar funções diferentes dentro do processo criativo. Para alguns compositores, ela confirma e encerra um trabalho preparado anteriormente. Para outros, aquilo que se revela durante a execução pode abrir uma nova etapa de revisão. Em ambos os casos, ter uma banda disponível oferece algo raro: a possibilidade de tomar essa decisão depois de ouvir a música em condições reais.
No meu processo, a escuta frequentemente me levava de volta à partitura. Essa maneira de trabalhar foi sendo incorporada à minha prática durante os anos em Miami e continua sendo importante para mim até hoje.
→ Leia também: Entre a Universidade e a Prática Profissional: Minha Experiência no Henry Mancini Institute
Esse processo de escuta e revisão não ficou restrito à big band. Durante o doutorado, também pude desenvolver e gravar obras para outras formações, incluindo a orquestra de cordas que participou da realização da minha pesquisa. As fotografias abaixo registram uma dessas sessões.


Quando me aproximei da conclusão do doutorado, uma questão passou a ocupar um espaço cada vez maior: qual seria o próximo passo natural da minha trajetória? Eu queria me mudar para Nova York e encontrar uma maneira de participar ativamente daquela cena, apresentando minhas obras, escrevendo novas composições e construindo relações com os músicos que atuavam naquele universo.
Um Lugar Que Eu Queria Conhecer Antes Mesmo de Chegar a Nova York
Quando comecei a pesquisar programas de pós-graduação nos Estados Unidos, Nova York já exercia um fascínio especial sobre mim. Era a cidade onde atuavam muitos dos compositores e músicos que eu admirava, onde estavam instituições como o Jazz at Lincoln Center e clubes como o Village Vanguard e o Birdland, além de uma cena musical que eu conhecia havia anos através de discos, concertos e gravações.
Foi também nessa época que descobri a BMI Jazz Composers Workshop. Cheguei ao programa ao pesquisar a trajetória de Darcy James Argue, depois de perceber que ele havia sido premiado no Charlie Parker Jazz Composition Prize. Quanto mais eu aprendia sobre o workshop, mais ele despertava meu interesse.
Algum tempo depois, fui aceito pela Manhattan School of Music e tive a oportunidade de conhecer Jim McNeely, que então dirigia a BMI e integrava o corpo docente da instituição. Eu já acompanhava seu trabalho havia anos e o considerava uma das referências centrais da escrita contemporânea para big band. Sua atuação como compositor, arranjador, educador e líder de banda ajudou a formar toda uma geração de criadores. Seu trabalho dava continuidade a uma tradição associada a figuras como Bob Brookmeyer, que ainda influencia a escrita para orquestras de jazz.
Naquele momento, porém, escolhi ir para Miami como Composer Fellow do Henry Mancini Institute. A posição oferecia a possibilidade de trabalhar diretamente com a orquestra do instituto, utilizar a estrutura de gravação da University of Miami e acompanhar de perto a produção de projetos de diferentes escalas. Era uma oportunidade especialmente alinhada ao tipo de experiência que eu buscava para o mestrado e o doutorado.
A BMI permaneceu no meu horizonte. Durante os anos em Miami, eu já imaginava que, depois de concluir os estudos, me mudaria para Nova York e tentaria participar do workshop. Próximo do final do doutorado, candidatei-me ao programa e fui aceito.
Ainda durante meu último semestre na University of Miami, passei a viajar para Nova York para participar de encontros e sessões de leitura enquanto preparava minha mudança definitiva para a cidade.


Na prática, a BMI acabou se tornando uma das minhas primeiras conexões com a comunidade de compositores e arranjadores de Nova York.
Um Laboratório Criativo para Compositores
Um dos aspectos mais interessantes desse tipo de programa é que ele não funciona como uma escola tradicional. Em vez de ensinar fundamentos de composição, cria um ambiente onde novas obras podem ser discutidas, testadas e revisitadas ao longo de sucessivas leituras e sessões de comentários.
A maior parte dos participantes já possuía formação sólida e experiência profissional. Havia compositores que já haviam concluído mestrados ou doutorados, instrumentistas experientes desenvolvendo seus próprios projetos autorais e músicos em diferentes momentos da carreira que buscavam um espaço para continuar criando, ouvindo e refinando suas obras.
Nos encontros semanais, os participantes compartilhavam partituras e obras ainda em desenvolvimento. Quando uma composição ainda não havia passado por uma leitura ou gravação, o playback do próprio software de notação servia como referência provisória para acompanhar a partitura.
A partir desses materiais, os participantes e orientadores discutiam as decisões presentes na obra, levantavam questões e ofereciam diferentes perspectivas sobre seu desenvolvimento.

Durante os anos em que participei do workshop, Ted Nash, Alan Ferber e Andy Farber estiveram, em diferentes momentos, à frente da direção musical da BMI New York Jazz Orchestra. O trabalho desenvolvido ali também preservava uma relação com a linhagem composicional associada a Bob Brookmeyer e Jim McNeely.
Mensalmente aconteciam as sessões de leitura, nas quais uma big band formada por músicos profissionais da cena de jazz de Nova York executava obras dos participantes. Cada compositor tinha a oportunidade de ouvir uma ou duas leituras e receber comentários.
Durante o trabalho individual, o compositor depende daquilo que consegue imaginar e, muitas vezes, do playback do software de notação. Essas referências ajudam a acompanhar a partitura, mas estão muito distantes da experiência de ouvir músicos reais tocando a obra.
Quando uma big band desse nível faz a primeira leitura, a música encontra a natureza acústica dos instrumentos e a dimensão humana da performance. O equilíbrio entre os naipes, as dificuldades técnicas, a articulação, o estilo e a capacidade dos músicos de tocar juntos tornam-se imediatamente perceptíveis. Em poucos minutos, podem surgir questões que permaneceriam escondidas durante meses de trabalho individual ou jamais seriam reveladas pelo computador.

Quase nenhuma das obras apresentadas estava realmente concluída. O workshop funcionava como um espaço de experimentação, onde os compositores frequentemente levavam rascunhos, versões preliminares ou trabalhos ainda em desenvolvimento. A alternância entre discussões, leituras, escuta e revisão criava um ciclo contínuo: uma partitura podia ser comentada pelo grupo, testada pela big band, repensada pelo compositor e reapresentada semanas depois em uma nova versão. Isso não significava que toda leitura precisasse resultar em uma revisão: cada compositor decidia se e como aquilo que havia ouvido e discutido repercutiria no desenvolvimento da obra.
Quando Uma Composição Continua Evoluindo
Duas obras minhas ilustram bem esse processo.
A primeira delas foi Negative Space, composta originalmente durante meu último ano na University of Miami para um combo de jazz. Posteriormente, a obra recebeu uma nova versão para o meu Chamber Project e foi selecionada para apresentação na conferência da International Society of Jazz Arrangers and Composers (ISJAC). Quando entrei na BMI, decidi revisitar esse material, desenvolvendo uma nova versão para big band que passou pelo processo de leituras e revisões do workshop.
Essa versão acabou sendo selecionada como finalista do Charlie Parker Jazz Composition Prize de 2017.
Anos depois, a peça continuou sua trajetória e passou a integrar o repertório da Orquestra Urbana, fazendo parte do álbum que atualmente está sendo produzido no Brasil.
Algo semelhante aconteceu com Raiar. A obra foi originalmente encomendada e estreada pela Symphony of the Americas em colaboração com o grupo liderado pelo vibrafonista Errol Rackipov. Posteriormente, desenvolvi uma nova versão para big band apresentada na BMI.
Mais uma vez, a obra foi selecionada como finalista do Charlie Parker Jazz Composition Prize de 2018 e continuou sua evolução até integrar o repertório atual da Orquestra Urbana.
Essas trajetórias mostram como uma mesma obra pode continuar evoluindo ao longo de diferentes leituras, formações e contextos de performance. Na prática, o processo de composição muitas vezes continua mesmo depois da estreia.
Nova York e o Universo das Big Bands
As leituras e discussões promovidas pela BMI não aconteciam de maneira isolada. Os músicos e diretores que participavam do workshop também atuavam em diferentes projetos da cena de big bands de Nova York. Por meio deles, os participantes entravam em contato com uma comunidade profissional que se estendia muito além das reuniões do programa.
Estar na cidade, porém, não significava ter acesso automático a esse universo. Um compositor podia estar preparado para escrever para big band e ainda assim não possuir uma formação própria ou condições para reunir quase vinte músicos com frequência. Sem essa estrutura, muitas obras permaneceriam apenas na partitura.
A BMI ajudava a diminuir essa distância. Nas sessões de leitura, os participantes podiam ouvir suas composições interpretadas por músicos profissionais, observar como as ideias funcionavam na prática e conversar diretamente com pessoas que conheciam profundamente aquela linguagem.
O workshop não eliminava os desafios de construir um projeto autoral ou manter uma big band em atividade. Ainda assim, transformava o desejo de escrever para essa formação em uma experiência musical concreta e oferecia uma primeira possibilidade de participação naquela comunidade.
Na prática, foi também por meio desse ambiente que surgiram relações e colaborações que marcariam os anos seguintes da minha trajetória.

Relações Que Continuam Muito Depois das Leituras
Entre as compositoras que conheci no workshop estavam Jihye Lee e Migiwa Miyajima. Anos mais tarde, colaboraríamos na criação do New York Jazz Composers Mosaic, projeto e série de concertos nascido das relações construídas dentro daquela comunidade.


Outro exemplo foi Remy Le Boeuf. Lembro de ouvir suas obras durante as sessões de leitura e considerá-las algumas das mais interessantes apresentadas naquele período. Além da admiração pelo trabalho dele, percebia afinidades estéticas que provavelmente passavam pela influência compartilhada de compositores como Maria Schneider. Com o tempo, essa aproximação se transformou em amizade e abriu espaço para novas colaborações.
Anos depois, Remy me encomendou uma obra para a big band da University of Colorado, onde lecionava na época. Dessa encomenda nasceu Entre Outras Coisas, composição inspirada na obra de Moacir Santos que posteriormente passou a integrar o repertório da Orquestra Urbana.
As relações construídas no workshop não se limitaram aos colegas da mesma geração. A convivência com compositores e músicos em diferentes momentos da carreira também fez parte dessa experiência.
Ted Nash também teve uma influência importante naquele período. Saxofonista, compositor e integrante por muitos anos da Jazz at Lincoln Center Orchestra, ele era uma figura de referência na cena de big bands de Nova York e atuou como um dos diretores musicais da BMI durante os anos em que participei do workshop, antes da pandemia.
Pouco depois da minha mudança para Nova York, convidei-o para um almoço no Jazz at Lincoln Center. Eu ainda tentava compreender o funcionamento daquele ecossistema e os caminhos possíveis para desenvolver meus próprios projetos na cidade.
Durante a conversa, Ted compartilhou observações sobre o funcionamento da cena de big bands em Nova York, os desafios de manter projetos autorais ativos e os diferentes percursos de compositores e líderes de banda. Falamos também sobre música brasileira, tema que sempre despertou seu interesse e que já havia aparecido em diferentes momentos de sua trajetória artística.
A conversa não ofereceu respostas prontas, mas ajudou a compreender melhor o ecossistema artístico que eu estava começando a integrar a partir da perspectiva de alguém que participava daquela comunidade havia décadas.
O Papel dos Ecossistemas Criativos
Quando me candidatei à BMI, minha principal pergunta não era como continuar revisando as obras que eu já havia escrito. Eu queria fazer a transição entre os anos de formação em Miami e uma participação efetiva na vida musical de Nova York. Buscava uma maneira de permanecer ativo como compositor para big band, apresentar meu trabalho e começar a construir um lugar dentro daquela comunidade.
No workshop, encontrei mais do que uma porta de entrada. As leituras e discussões criavam condições para que novas composições fossem ouvidas, questionadas e transformadas. Esse processo não representa a única maneira possível de trabalhar, mas tornou-se uma parte importante da minha prática e do desenvolvimento de obras que continuariam seguindo outros caminhos.
O valor da experiência também não esteve em uma única leitura, apresentação ou premiação. Esteve nas continuidades que ela tornou possíveis: composições que amadureceram, relações que se transformaram em novos projetos e uma participação na cena de Nova York que continuou se desenvolvendo muito depois do fim do workshop.
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Sobre o Autor
Rafael Piccolotto de Lima é compositor, arranjador, diretor musical e educador. Além de sua atuação artística, desenvolve atividades de ensino, mentoria e formação de músicos nas áreas de composição, arranjo, criatividade musical e desenvolvimento artístico.

