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Eleve ou arruine uma gravação - o poder da mixagem

Atualizado: 13 de mar. de 2023

Você sabia que a mixagem é um momento crucial durante o processo de criação de um fonograma, uma gravação?


Os profissionais envolvidos nesta etapa – geralmente chamados de técnicos ou engenheiros de mixagem ou de som – têm o poder de engrandecer ou destruir a gravação de uma música.



Vamos definir o conceito para entender melhor sua importância!


Mixagem é o processo de combinar e manipular os áudios que irão compor um fonograma - registro de um som -, se dispondo de todos elementos sonoros que estão originalmente em faixas separadas, ou seja, microfone por microfone, linha por linha, instrumento por instrumento, voz por voz, sample por sample. Cria-se então uma versão a ser reproduzida em um determinado formato desejado, seja ele qual for (mono, estéreo, surround, etc.).


A arte da mixagem – as escolhas do técnico de mixagem

Durante a mixagem, o técnico de mixagem tem a possibilidade de manipular o timbre e a equalização dos instrumentos, acertar os equilíbrios de volumes, colocar ambiência (reverb), distribuir as faixas pelo espaço (estéreo ou surround), colocar compressão e uma série de outras coisas.


Dependendo do tipo de gravação, a estética musical e o estilo de mixagem serão diferentes. Em algumas situações, a intenção é tentar imitar o que acontece acusticamente durante a performance. Em outros contextos, o intuito é criar um resultado sonoro diferente do acústico, utilizando-se de uma série de efeitos e manipulações mais drásticas sobre os sons gravados.


No caso da música de concerto e do jazz, a tendência é que a mixagem seja mais naturalista. Nesses casos, o engenheiro de áudio vai tentar recriar o som que estava acontecendo na sala onde a música existiria de maneira acústica, seja ela uma sala de concerto ou um clube de jazz.


Em oposição, na música pop, eletrônica, e outros estilos mais modernos, o processo pode ser bem diferente. Vários sons isolados são combinados a fim de criar uma realidade virtual, que, muitas vezes, é praticamente impossível ser replicada ao vivo de maneira acústica. O engenheiro de mixagem utiliza uma série de ferramentas de manipulação de áudio para combinar esses sons todos de uma maneira coesa e criar uma experiência musical interessante ao ouvinte. Nesse contexto, programas de afinação de voz e utilização de sons digitais programados virtualmente são bem comuns.



Um elo essencial

O técnico de mixagem tem um grande poder (e responsabilidade) em mãos. Tão importante quanto a gravação em si, uma mixagem bem feita é requisito para que o resultado final da faixa/álbum fique do mais alto nível. Vale mencionar também que depois de mixado, o fonograma geralmente passa por uma última etapa: masterização (que irei discutir em outro artigo).


E por falar nessa relação entre diferentes etapas envolvidas na produção de um fonograma, é importante entendemos que existe uma corrente de produção, e que o resultado depende de todos os elos. Se um elo for 'fraco' ou estiver 'quebrado', o resultado final será gravemente comprometido.


Para concluir, é fundamental entender que, para chegarmos no resultado desejado de uma gravação, passamos por um processo com várias etapas, que incluem a gravação em si, a mixagem e a masterização. Todos os assuntos que são abordados e desenvolvidos no meu curso “Fundamentos da produção de áudio e vídeo para músicos”..


De antemão já te convido a ler os artigos falando sobre esses dois outros temas essenciais: gravação e masterização. Artigos complementares a esse aqui que você acabou de ler!

 

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Rafael Piccolotto de Lima - Compositor, arranjador, diretor musical, produtor musical e educador
Sobre o autor

Rafael Piccolotto de Lima foi indicado para o Grammy Latino como melhor compositor erudito. Ele é doutor em composição de jazz pela Universidade de Miami e tem múltiplos prêmios como arranjador, diretor musical, produtor e educador.


Suas obras foram estreadas e/ou gravadas por artistas como as lendas do jazz Terence Blanchard, Chick Corea e Brad Mehldau, renomados artistas brasileiros como Ivan Lins, Romero Lubambo, e Proveta, e orquestras como a Jazz Sinfônica Brasileira, Orquestra Sinfônica das Américas e Metropole Orkest (Holanda).


Criadores musicais (conteúdo educacional):

Rafael Piccolotto de Lima (conteúdo artístico):
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